Quem foi Ricardo Brennand? Conheça um dos maiores colecionadores de arte do Brasil

Hello! How are you? Seguimos em quarentena, seguindo todas as orientações para sairmos dessa logo. Imagino que vocês estejam colaborando também! Infelizmente recebemos na última semana a notícia da morte de mais um importante nome da arte, por Covid-19. Aos 92 anos, o empresário, engenheiro e colecionador pernambucano Ricardo Brennand nos deixou por complicações do coronavírus. Hoje iremos falar sobre sua história e o legado que deixou para a cultura no Brasil.

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“Castelo de Brenannd” (Foto: Reprodução Instituto Ricardo Brennand)

O interesse por colecionar surgiu quando Brennand ganhou um canivete de seu pai, aos 12 anos, paixão que foi aumentando e fez com que, ao longo dos anos, continuasse a adquirir e colecionar itens raros e obra de arte. Em 2001, foi aberto ao público o Instituto Ricardo Brennand (IRB), um espaço de 77 mil metros quadrados, com arquitetura inspirada na Europa medieval (também é conhecido como Castelo de Brennand), que hoje é um dos maiores centros culturais sem fins lucrativos do Brasil.

 O nome do espaço não foi dado em sua homenagem, mas ao seu tio, de mesmo nome, pai do artista plástico Francisco Brennand, notório ceramista, que faleceu em 2019. O local já recebeu milhões de visitantes por todo o mundo.

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Exposição Frans Post e o Brasil Holandês (Foto: Reprodução Instituto Ricardo Brennand)

O acervo, de mais de 60 mil itens, abrange desde objetos datados da Baixa Idade Média ao século XXI até a maior coleção mundial do pintor holandês Frans Post (1612-1680), com 15 telas, além de documentos e outros itens raros relacionados ao artista. Ele foi o primeiro pintor de paisagens brasileiras e o primeiro paisagista das Américas.  Na inauguração da exposição “Frans Post e o Brasil Holandês”, em 2003, a então rainha da Holanda, Beatrix, esteve presente. Antes do IRB, os museus que tinham o maior número de obras desse artista eram o Louvre, em Paris, e o Museu de Belas Artes do Rio de Janeiro, com oito telas cada. O Instituto possui a única coleção do mundo com obras de todas as quatro fases artísticas de Frans Post.

É impressionante também o acervo que o local possui, de itens da época da ocupação holandesa em Pernambuco, de 1630 a 1654. A Pinacoteca também tem uma coleção voltada a produção de artes visuais no século XIX no Brasil.

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Exposição Oitocentos Brasileiro (Foto: Reprodução Instituto Ricardo Brennand)

Localizado na Várzea, Zona Oeste do Recife, o Instituto é um dos principais pontos turísticos da capital. Além de uma vasta coleção de arte, o museu também guarda documentos raros e uma das maiores coleções de armas brancas do mundo.  O complexo é composto pelo Museu Castelo São João, a Pinacoteca, a Biblioteca, o Auditório, o Jardins das Esculturas, a Galeria, o Restaurante e a Capela Nossa Senhora das Graças. Em 2015, o Instituto recebeu o prêmio Traveler’s Choice Museus, como melhor museu do Brasil e da América do Sul, baseado em avaliações de usuários do site TripAdvisor.

Esse acervo impressionante e tudo o que o Instituto significa são a herança cultural deixada por Brennand a todos os brasileiros. Espaço construído com um apreço pela arte que o torna tão especial e rico, um tesouro da Arte e da História do Brasil, em Pernambuco. Vamos às dicas de hoje?

Mais informações sobre o Instituto você encontra no site oficial: https://www.institutoricardobrennand.org.br/

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