O pai da Arte Naif – Henri Rousseau

Salut! Em nosso último post, falamos sobre a Arte Naif representada pelo brasileiro Chico da Silva. Que tal fazermos hoje uma viagem à França na era pós-impressionista para falar de Arte Naif pelo mundo? Hoje escolhi falar com vocês sobre o pintor francês Henri Rousseau. 

Henri-Julien-Félix Rousseau nasceu na cidade de Laval em 21 de maio de 1944 e demonstrava interesse pelas artes já na infância, como a poesia e o desenho. Antes de dedicar-se exclusivamente à pintura, em 1893, Rousseau trabalhou como inspetor na alfândega de Paris durante quase toda a vida. Autodidata, ele explorava ao máximo o uso de cores fortes para representar paisagens, sua temática predominante, como grandes florestas, por exemplo. Pintava personagens e paisagens de uma forma particular, sem seguir tendências ou regras da época, da maneira livre e “ingênua” que caracteriza a arte naif.

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Surpreendido – Tigre em uma tormenta tropical, 1891 (Foto: Reprodução)

A forma como ele pintava, foi motivo de muitas críticas e até rejeição do seu trabalho por muitas pessoas na época. Sem receber aprovação para exposições pelos críticos, ele continuou produzindo a participando do Salon des Indépendents, exposição que não precisava da aprovação de um júri. É fato que, diferente de muitos outros grandes artistas que conhecemos, Rousseau não teve oportunidade de estudar em grandes instituições acadêmicas para se colocar no mundo da Arte, nem teve o apoio para dedicar-se desde cedo à pintura, devido à sua origem simples. 

O Pai da Arte Naif – Henri RousseauEu Mesmo, 1890 (Foto: Reprodução)

O artista continuou a pintar a natureza, plantas, flores, animais e cenas fantásticas envolvendo essa temática. Um dos grandes admiradores de Henri Rousseau foi ninguém menos que Picasso, que possuiu obras em sua coleção e acreditava muito no artista.

Podemos dizer que Henri Rousseau foi um daqueles artistas que não vivenciaram o sucesso de sua arte perante ao público, pois só teve suas obras reconhecidas ao final de sua vida e sua fama após a morte, sendo considerado o pai da arte naif. Muito disso se explica pelo fato de que ele se dedicou à pintura já em uma idade avançada. Hoje suas obras estão espalhadas pelos principais museus pelo mundo, como o MOMA, em New York.

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