Abstracionismo no Brasil e três grandes representantes

Hello! How are you? Nosso assunto hoje é a arte abstrata, algo que me encanta muito e faz parte do meu trabalho como artista. Por realizar esse tipo de pintura e apreciar trabalhos abstratos, estou sempre pesquisando a respeito do assunto, técnicas, significados, e claro, grandes nomes nessa arte pelo Brasil e o mundo. Por essa razão, resolvi hoje conversar com vocês sobre três dos primeiros abstracionistas do Brasil: Antônio Bandeira, Iberê Camargo e Ivan Serpa. A arte abstrata começou a adentrar no Brasil a partir da década de 1940.

Abstracionismo no Brasil e três grandes representantes

Futebol no Hyde-Park (1964), de Antonio Bandeira (Foto: Reprodução)

Natural de Fortaleza, Antônio Bandeira foi um pintor, desenhista e gravador autodidata considerado um dos mais renomados mestres do abstrato no país. Começou a pintar no início da década de 40. Participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes – CCBA, em 1943, que deu origem à Sociedade Cearense de Artes Plásticas – SCAP. Foi neste ano que ele conquistou seu primeiro prêmio no 3º Salão Cearense de pintura

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Antônio Bandeira (Foto: Reprodução)

Em 1946, Bandeira ganhou uma bolsa da Embaixada Francesa para estudar em Paris, participando lá de importantes eventos de arte como o Salon d’Automne. Ao longo da carreira, foi mudando e adaptando sua maneira de pintar. A partir de 1948, passa a aderir ao abstracionismo informal, com linhas soltas e formas coloridas. Quando retorna ao Brasil, acrescenta aos seus trabalhos os gotejamentos e respingos de tinta, anos depois, passa a incorporar outros tipos de material além da tinta em seus trabalhos e assim seguiu, mudando e evoluindo em suas pinturas até a sua morte, em 1967, em Paris.

Do Sul do Brasil, destacou-se Iberê Camargo, pintor, desenhista e gravurista natural de Restinga Seca, interior do Rio Grande do Sul. Estudou na Europa ao lado de grandes artistas, aprimorando suas técnicas. Ao voltar ao Brasil, o artista recebeu diversos prêmios e reconhecimentos por seus trabalhos. Um tema que se tornou recorrente em suas obras foram os carretéis e a técnica mais utilizada em suas pinturas foi óleo sobre tela. Representou também figuras humanas e sua pintura adquire um tom dramático após um episódio em que o artista matou um homem, sendo absolvido do crime posteriormente, por legítima defesa. Suas últimas telas representam personagens sombrios e solitários. O artista faleceu em 1994, devido a um câncer no pulmão, em Porto Alegre – RS.

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Iberê Camargo (Foto: Reproduçaõ)

Um dos principais expoentes do abstracionismo no Brasil, Ivan Serpa realizou sua primeira pintura abstrata em 1947, dedicando-se desde então a esse estilo. Nascido no Rio de Janeiro em 1923, trabalhou também como professor, dando aulas de pintura em cursos realizados no Museu de Arte Moderna. Destacou-se no abstracionismo geométrico em sua participação na I Bienal de São Paulo, em 1951. Dedicou sua vida à arte, buscando sempre expandir suas ideias, as formas de pintar, de inovar. Recebeu seu primeiro prêmio na 1ª Bienal de São Paulo. Destacou-se pela criação do Grupo Frente, que buscava romper com as formas da velha academia. Participaram do grupo nomes como Hélio Oiticica, Lygia Clark e Ferreira Gullar, também fundador do grupo.  

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Ivan Serpa (Foto: Reprodução)
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Jeanne D`arc (1962), de Ivan Serpa  (Reprodução Fotográfica Pablo Marcelo Di Giulio)

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