A explosão de cores da arte de Katharina Grosse

Wunderbild – National Gallery, em Praga (Foto: Reprodução)

Salut! Como estão todos esta semana? Vamos falar sobre arte pelo mundo? Como artista e galerista, gosto de estar sempre estudando sobre Arte e pesquisando exposições, museus e galerias pelo mundo. Em uma dessas pesquisas, fiquei encantada com a exposição Wunderbild da artista alemã Katharina Grosse na Galeria Nacional de Praga, que encerrou neste mês de junho. Não pude deixar de compartilhar com vocês algumas informações sobre o trabalho desta artista.

A exposição reúne uma série de enormes paineis pintados por Katharina em muitas cores vivas. Nessa exposição em particular, as pinturas são feitas em tecidos que vão desde o teto até o chão, onde ainda se estendem, transformando as paredes em um infinito de cores e deixando o espectador imerso nas obras de arte. Na galeria em Praga, que possui um espaço de grande porte, essa ideia funcionou perfeitamente, onde a pintura acaba por se fundir ao espaço em que é exposta. Por isso, “Wunderbild” é considerada uma pintura arquitetônica.

A artista também trabalha com telas, também de grandes dimensões (Foto: Reprodução)

Nascida em Freiburg, na Alemanha, Katharina Grosse desde criança é fascinada por produzir, pintar, expor sua criatividade. Para ela, uma pintura é simplesmente uma tela entre o produtor e o espectador, uma forma de olharmos para os pensamentos colocados na obra e interpretá-los de diversas maneiras possíveis. Hoje a artista vive e trabalha em Berlim.

Desde o final dos anos 90, Grosse trabalhou quase exclusivamente com pistolas industriais em suas pinturas. Hoje, além da pistola de pulverização para disparar a tinta, ela utiliza diversas outras ferramentas, desde pincéis, rolos até os próprios dedos. Outra característica interessante do trabalho dessa artista é o efeito tridimensional criado com as cores utilizadas nas obras, dando a impressão de que a pintura está saindo da tela, indo além dos limites do plano. Isso porque para Katharina a arte não está restrita às telas, ela é uma forma de liberdade.

Assim, ela pinta telas, painéis ou até o próprio local da mostra. “If Music No Good I No Dance”, de 2004, foi um trabalho onde a artista pintou todo o ambiente, enchendo de cores as paredes, o chão e diversos objetos. Katharina dá volume e movimento à cor, transformando a exposição em uma nova experiência. É pura arte contemporânea!

“If Music No Good I No Dance”, 2004 (Foto: Reprodução)

Também quero destacar a forma com que a artista trabalha a união das cores, algo que gosto muito de utilizar em minhas pinturas. Nas telas de Katharina, elas se unem, formando novos tons, de forma gradual, ao mesmo tempo que contrastam em alguns pontos com o branco do próprio fundo da tela.

Seus trabalhos já fizeram parte de diversas exposições internacionais tanto individuais quanto coletivas. E vocês? Já conheciam essa artista? Caso tenham se interessado nesses trabalhos, o site de Katharina tem um conteúdo bem completo com informações e as obras ao longo da carreira da artista: http://www.katharinagrosse.com/

Google Arts and Culture: Para nós, amantes da arte, e todos que querem conhecer mais sobre esse universo, esse aplicativo da Google tem um vasto conteúdo sobre o assunto. Artistas, movimentos, dicas de museus e até uma ferramenta que diz com que obra de arte a sua selfie se parece! O app está disponível para Android e iOs

Para quem vai viajar: No CCBB de Brasília acontece até o dia 6 de julho a exposição Jean-Michel Basquiat – Obras da Coleção Mugrabi. Mais de noventa obras em uma retrospectiva inédita no país, dedicada ao artista norte-americano conhecido por seus grafites e pinturas em grande formato. De terça a domingo, das 9h às 21h, entrada gratuita.

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