A Arte Naif de Chico da Silva

Salut! Como vocês estão após o Carnaval? Neste mês de fevereiro falamos sobre arte pelo mundo e também arte piauiense. Que tal encerrarmos falando de mais um grande artista nacional? Hoje iremos conhecer mais sobre Chico da Silva, pintor descendente de uma cearense e de um índio, que nasceu em Alto Tejo, no Acre, em 1910.

A arte naif de Chico da Silva

Francisco Domingos da Silva se mudou na juventude para Fortaleza – CE com sua família. O artista que posteriormente era autodidata e começou seu contato com a Arte fazendo desenhos com carvão, giz e barro queimado pelos muros da cidade. Foi em Fortaleza que o pintor e crítico de arte suíço Jean-Pierre Chabloz conheceu seu trabalho em um desses muros. A partir dali, Chabloz passou a incentivá-lo e introduzi-lo às técnicas do guache e do óleo. Chico da Silva então expôs trabalhos na Galeria Askanasy, no Rio de Janeiro, em 1945. Entre 1961 e 1963, ele trabalhou no museu de arte da Universidade Federal do Ceará, em Fortaleza. Chabloz acaba rompendo com o artista posteriormente.

A pintura de Chico da Silva é marcada pela presença de personagens e ambientações folclóricas. Com riqueza de detalhes, ele representou sereias, dragões, peixes, pássaros, dentre outros seres que surgiam em seu imaginário. Com cores fortes, suas pinturas expressivas dificilmente se encaixariam em um só estilo ou remetem a uma inspiração em outros artistas. Nas palavras do próprio Jean Pierre Chabloz, Chico passava pelos mais diversos estilos, numa arte que chamou de espontânea.

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É forte a presença de figuras folcóricas na obra do artista (Foto:ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras.)

Suas obras, com toda a simbologia que envolve a Amazônia, foram muito requisitadas internacionalmente, levando-o a ter uma demanda muito grande na produção das telas, o que o fez contratar ajudantes que acabaram por pintar muitos trabalhos que foram apenas assinados por Chico da Silva. Na carreira ele também teve pausas, como em 1976, quando ficou internado em um hospital psiquiátrico em Fortaleza, retornando em 1981.

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As cores fortes e diversas são destaque em sua obra (Foto:ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras.)

Ele realizou diversas exposições individuais pelo Brasil e no exterior, como na Rússia, por exemplo, assim como também participou de mostras coletivas nacional e internacionalmente, tendo inclusive recebido menção honrosa na Itália, na Bienal de Veneza, em 1966. Houveram também exposições póstumas do pintor. O Museu de Arte da Universidade Federal do Ceará possui uma sala permanente do artista. Nela, a maior parte do acervo consiste justamente nas obras que receberam a Menção Honrosa na Bienal de Veneza de 1966.

Você pode encontrar mais informações sobre a biografia do artista no site do MAUC: https://mauc.ufc.br/acervo-colecoes/colecao-chico-da-silva/

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